adj. 2 gén.,
adj. 2 gén.,
tem dias que eu acordo pensando demais. tenho surtos, desesperanças e choros, seguidos de gargalhadas. acredito que é possivel eu ser, um dia, minha própria paciente. não escrevo, agora, para ninguém. aliás, escrevo pra mim. escrevo às minhas memórias. gosto de ir. ir bem muito, pra depois voltar.
estava no meio do caminho e me deparei na minha atual situação, no que sou agora, neste dia. agora. no que fui, no meu ontem tantas vezes confuso. ou confusa estou agora e nao sei? so sei que sou diferente. Heráclito, caro amigo, eu sou a sua mudança, sou a prática perfeita de sua teoria. Parmênides, estou aqui. também paro. às vezes até volto. mas paro.
me deparei com minhas antigas teorias e amores, minhas convicções e principios. sim! principios! mudaram? eu nao sabia que era possivel, até mudá-los. me deparei com o sonhado futuro do meu passado e como ele estava andando por ai, tao diferente.
me deparei com os sonhos de uma criança-adolescente, com suas ambições e desejos quase tao certos quanto o coração que lhe batia no peito e que hoje são como a fumaça que se esvai. porém não sou triste. também não era. esse é o efeito da diferença. ela é tao grande que já nao existem comparações. neruda, me perdoe, mas essas linhas não se encontram, alias, uma delas deixou de existir…
percebi que ao vê-lo andar, certos sonhos despertaram, porém sonhos de uma criança que ja não existe mais tão claramente. mas o seu andar também mudou, cresceu, desinibiu, avermelhou. certas coisas permanecem, mas não são mais suficientes…
percebi que a wendy que sempre procurou seu peter pan, finalmente deixou acontecer o que tanto temia: peter pan voôu pela janela e voltou pra o seu lugar, pra seu quarto, pra sua mente e wendy cresceu. cresceu feliz, com apenas alguns devaneios que a fazem retornar à terra do nunca..
[c.soares]
Azul do céu que envolve mar, terra e vento
Gira mundo
Água que rege grãos, bolhas e fundos
Gira mundo
O meu branco unindo-se ao teu escuro
Gira mundo
Vento que sopra, leva e trás paixões
Livre e junto
Barro, portas e janelas
Parte de meias-partes
Que se unem no encontro
Azul do céu, água que rege
No cinza em forma
Pára mundo
Libertação da pele
Com o bater das asas
Liberdade e vento
Quatro pés nas águas.
[c.soares]
Tenho ouvido nos ultimos dias, alias, nos últimos meses, os falatorios a cerca do Projeto de Lei 122. Admito, porém, que todas essas conversas foram ouvidas em templos de igrejas, sejam elas conservadoras ou nao. Admito também que sou cristã, que amo a Deus sobre todas as coisas e leio a Bíblia diariamente. Mas algo tem divergido. São narradas linhas paralalelas, pensamentos que nada tem a ver um com o outro. Um, por conhecer a sua propria verdade em seu proprio mundo. Outro, pelo seu proprio mundo existir pela metade. Não entendeu? Pois é, eu também não. Engraçado isso, não é?
Acredito eu que não sou uma conhecedora das leis, que nem ao menos me imagino fazendo um curso de Direito ou muito menos advogando por ai. Mas quando se trata em abordar determinado assunto, antes de pensar com a cabeça da pessoa que está ao meu lado, antes de me posicionar, eu tento saber o que exatamente está acontecendo. Essa tão falada lei, que a gente não cansa de ouvir a respeito, está exposta para quem quiser saber mais sobre a mesma. Mas acho que as pessoas tem simplesmente se pego ao titulo e esquecido do conteúdo.
Eu te pergunto, alguma vez, aqui no Brasil, voce foi perseguido por ser Cristão? Por ser mulçumano? Por ser budista? Espirita? Catolico? Testemunha de Jeová? Nao? Serio?… poxa que bom! Nosso país é livre pra isso, pelo menos de acordo com as leis. Não falo de preconceito ou de ser apontado nas ruas pelas pessoas. Falo de perseguição devido à sua fé, por parte do governo, da constituição. Eu acredito que isso não aconteceu com voce, pelo menos nao aqui no Brasil. O que não é comum em alguns paises.
Você é negro? Albino? Índio? É ? E alguém já te bateu por isso? Alguém ja te humilhou na rua, no teu emprego, na tua faculdade/escola por isso? Ja gritaram com voce no meio da rua por causa da sua cor? Bom, eu ja tive essa chata oportunidade. Estava em outro pais, um pais africano, e as pessoas trataram realmente muito mal eu e as outras pessoas da equipe que estava la para fazer trabalho missionario. Nós éramos os brancos-portugueses e, até que descobrissem que nós éramos brasileiros, foram situações horrorosas pelas quais nós passamos. Foi humilhante.
E a última pergunta: o que Cristo mostrou para nós antes de tudo? Com os pobres, aleijados, os publicanos e, acima de tudo, com a mulher samaritana? Qual foi o cristianismo que Jesus deixou a cada um de nós? Para quem não é bom de referências como eu, aí vai: ” Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mateus 22:34-38)
A partir da hora em que nós falamos o que não sabemos, a gente termina se perdendo e, neste caso, não exercendo o cristianismo que Cristo nos deixou. Nosso governo não é lá um dos mais exemplares, não é destaque no mundo. Mas o que este projeto de lei nos remete é que nós não devemos expor uma pessoa à humilhação, muito menos devido à sua cor, classe social, preferencia sexual, entre outros. A lei não esta nos impondo nada, apenas protegendo as pessoas homossexuais de qualquer preconceito, preconceito e lei estes que protege tanto os pobres, quanto os negros, quanto os CRENTES/EVANGELICOS/CRISTÃOS. Estamos votando contra uma lei que protege uma ação que nós, cristãos, deveriamos estar protegendo. Quem disse que deveriamos fechar nossos templos para um homossexual? Ou como você acha que eles um dia irão ouvir o evangelho? Jesus não veio para eles tambem? E como eles irão aceitar um evangelho no qual os seus próprios praticantes os condenam e os discriminam?
Deus é bem claro contra a pratica homossexual, mas Ele é também contra qualquer pecado. E ele não nos discrimina nem nos esquece. Ele nos AMA. E Jesus, Seu Filho, veio para estes também.
Um casal homossexual quer casar? O pastor/padre também tem o livre arbitrio para nao casá-lo. Contudo, o crime será acaso o padre/pastor admita que não que casá-lo por serem quem são. Mas ninguem casa ninguem por obrigação. Ninguém demite do emprego ninguém, ou não deveria, devido à sua cor, raça ou religião. E por que iria fazê-lo devido à orientação sexual? Ninguém impede uma pessoa de andar livremente na rua ou de se exrpressar devido a fatores como nacionalidade, etnia ou gênero. E por que faria com um homossexual? É sobre isso que a lei trata!
Mas como, como meu Deus, poderemos falar de cristianismo se nós mesmo não sabemos exercê-lo?! Alias, se um dia votarem a favor de uma lei para a perseguição da religiao diferente à catolica? Não estariamos nós armando nossa propria cela com tanta revolta?
É por essa e outras atitudes que os cristãos tem sido taxados como alienados, fora da realidade.
Jesus veio para todos e amou a todos. Por que nós, tão pequenos e pecadores, temos o direito de ir de encontro a isso??
“Ame o próximo como a si mesmo.”
Nós temos amado??
Site sobre o PL 122: http://www.senado.gov.br/sf/publicacoes/diarios/pdf/sf/2006/12/14122006/38854.pdf
[c.soares]
De acordo com a abordagem sócio histórica russa, o ser humano se forma e entende o seu derredor através de três vias: evolução biológica, o desenvolvimento histórico-cultural e o desenvolvimento individual. Logo, segundo essa linha, a criança é diferente de um adulto não só fisicamente mas também psicologicamente. Vygotsky certa vez afirmou que “o adulto avalia a criança a partir de si próprio, numa espécie de cegueira de quem quer ver algo olhando para si.” Em se tratando acerca desta problemática, o autor também afirmou “Se nos interrogamos sobre qual é o seu mundo conhecemos também como ele é.”(Vigotski, 1987), dando, com esta consideração, um alerta para a especificidade do devir infantil.
Sobre o devir-criança, Deleuze sugere um novo modo de reorganizar duas dimensões, onde a imaginação supera estas limitações impostas pela racionalização. “nada se faz pela imaginação, tudo se faz na imaginação. Ela nem mesmo é uma faculdade de formar idéias; a produção da idéia pela imaginação é tão-só uma reprodução da impressão na imaginação. (…)é o movimento de idéias, o conjunto de suas ações e reações. (…) Como liame de idéias, ela é o movimento que percorre o universo, engendrando dragões de fogo, cavalos alados, gigantes monstruosos.” (Deleuze, 2001:13) A criança não estaria simplesmente presa ao que os seus olhos vêem realmente, mas criam, através de sua imaginação, uma outra dimensão, o que por vezes pode parecer um déficit mental visto por um adulto. “Ela (a criança) efetivamente vê um pedaço de pau, mas percebe uma boneca, ela imprime aos objetos mais primitivos aquelas qualidades que são determinadas pelo seu desejo, pela sua experiência, pela sua fantasia” (Vygotsky, 1987)
Alice no País das Maravilhas é um filme de animação, lançado pela Disney em 1951, baseado na obra de Lewis Carroll, de 1864, onde a protagonista, Alice, uma menina curiosa e cansada de seu mundo monótono, segue o apressado Coelho Branco, acaba caindo no maluco País das Maravilhas e conhece personagens como os irmãos gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Gato Risonho, a Lagarta, toma chá com a Lebre Maluca e o Chapeleiro Louco e participa de um jogo de crocket com a Rainha de Copas.
Tudo começa quando Alice e sua irmã mais velha vão juntas ao parque, sentar na grama e ler livros: “Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e ‘para que serve um livro’, pensou Alice, ‘sem figuras nem diálogos?’ Então, ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.” (Lewis Carroll 1864)
Observa-se, desde o início, o fato de que a pequena Alice não estava simplesmente desatenta ao que a sua irmã fazia, como também pensava em algo muito mais longe, como a utilidade de um livro sem figuras. Podemos também registrar o simples detalhe de um coelho falante passar ao seu lado, segundo a própria garota. Ao final da animação, quando Alice se envolve em grandes confusões e não tem mais para onde ir, o telespectador se vê diante de uma menina sonhadora, que simplesmente adormeceu no meio do passeio com sua irmã. Contudo, apesar de estamos diante de um sonho, não podemos deixar de lado a poderosa imaginação de Alice e um claro exemplo do devir-criança explicado por Deleuze.
Na versão da animação, podemos ver a repreensão dada pela mulher que estava com Alice no parque devido ao fato de a menina ter adormecido no meio da leitura do livro, quando na versão original do livro de Carroll, a menina é simplesmente admirada por sua imaginação, o oposto do que aconteceria diante das teorias do desenvolvimento, onde a criança é subjulgada pela maturidade de um adulto. “Finalmente, ela (irmã de Alice) imaginou como sua irmãzinha, no futuro, transformar-se-ia em uma mulher adulta: e como ela iria manter, através da sua maturidade o mesmo coração simples e afetuoso da sua infância: como também ela sempre estaria cercada de criancinhas e faria os olhos delas brilharem com muitas histórias estranhas, talvez até mesmo com o sonho do País das Maravilhas de há muito tempo atrás; como ela adoraria compartilhar com suas tristezas simples e alegrar-se com suas brincadeiras ingênuas, lembrando-se da sua própria infância e daqueles felizes dias de verão.” (Lewis Carroll)
Alice retrata as crianças do hoje, antes do vídeo game, da Internet, da televisão, que já, desde tão cedo penetram em suas vidas e as faz crescer mais rápido, fazendo-as cair no grande mundo da racionalização de um adulto, o mesmo mundo que as julga de uma maneira tão cega. O que antes eram livros com gravuras, hoje são Playstation e MSN que conduzem e ditam a vida das crianças. Alice foi um exemplo (a historia foi baseada em fatos reais) de criança num mundo de criança, onde a dimensão real está camuflada por sentimentos de alegria e esperança.
[c.soares]
Referências:
where the place is me
dark & blue
going next to you
playing the sound of the noises
hearing the smiling voices
that came from you
knowing me, knowing true
i play the sax that plays you.
a long, long time ago
i just cannot write anymore
the spasms, the fear
there are no more
happiness flowing there, in
yes, i know
its coming in
i know how to be me
and coming soon..
Escorrer-se no espaço
Espalhando-se em ponto
Concentração
Inova-se. Criação
Subcolores de um arco-íris
No ar
A divisão do átomo
Crescendo em ato
A hemorragia do abstrato
[c.soares]
Na verdade, a professora perguntou: o que é criatividade?
Por um momento, pensei em entregar o papel em branco: E cabe?
( … )
ontem eu estava forçando tico-e-teco…
eu finalmente fui procurar o significado dos meus dois nomes. ultimamente só tenho usado o segundo, embora as pessoas não saibam de tal preferência. mas ainda não tinha percebido que não sabia o que o mesmo significava. foi então que vi. os significados se completavam. como?
de repente meus nomes falavam de mim, quem eu sou, o que eu realmente quero ser, sem eu
mesma saber que o meus nomes me diziam. e aí me veio… eu faço meu nome ou meu nome me faz?
quem escolhe nossos nomes? quem constrói seu significado? ou o significado é construído?
admito que não é um dos melhores textos. mas sim algo que não tem saído da minha cabeça.
pra mim destino nao existe, nem acasos. tudo é controlado por um “ser maior” (como dizem por aí). Deus.
e aí? que contas?
Faz tanto tempo que não escrevo que, juro, quase esqueci o nome do meu recanto…
todo o empencilho tem sido devido às más horas de inspiração. resultado: computador ocupado! e, em meros 3s, tudo desaparece da cabeça e sabe-se lá se volta de novo.
há certas coisas que eu realmente agradeço por não voltarem mais, como o assunto do último texto. tristeza demais junta. outras, lamento. Foram…
Mas o que foi realmente? o pensamento ou os episódios … ?
acho que os espisódios sempre ficam, principalmente se forem ruins (deplorável), mas o pensamento, uma vez chegado, transforme-o. letras, musicas, palavras, notas, sons. talvez não volte mais.
mas e as pessoas e o momento? não passam?
passam, realmente passam.
passam e criam raízes. portanto, ficam.
o pensamento não tem raizes, tem flashes, curtos. tem espasmos, respirações ou até sua ausência. mas depois o fôlego volta e o pensamento foi.
foi pra onde? AH! volta!!
eu digo. comigo é sempre assim.
pensamentos passam, episódios ficam, na memória.
[débora cristina]
nos últimos dias eu tenho perguntado o que tem acontecido com o mundo, com a tv, com a gente. é notória a euforia causada com a morte da pequena garota na cidade de São Paulo, mas, não querendo diminuir a dor de ninguém, quantas isabellas nós não temos visto hoje ? isabellas, julianas, felipes, tiagos, luanas. o que nós estamos fazendo com o nosso futuro ?
abrimos revistas, entramos na internet, assistimos jornais e nossas crianças têm sofrido, têm sido abusadas, violentadas, assassinadas… a que ponto chegamos? que mundo é esse que machucamos e ferimos quem nos ama, quem nós ‘amamos’ e que ainda são incapazes de se defender?
as pessoas têm falado em evolução, em tecnologia, em robôs, em TVs de plasma, em carros à energia solar ao mesmo tempo que matam seus filhos. e matar não se restringe apenas a tirar a vida. ou que tipo de vida você acha que terão os filhos que viram a violência contra a irmã? ou que tipo de vida terá futuramete uma criança estuprada, assediada? eu garanto que não serão normais por um bom tempo, devido à “falta de normalidade” de seus pais, dos seus exemplos de vida.
nosso mundo tem se acabado, nós estamos nos acabando. e eu ainda te digo, por mais cético que você possa ser, por mais “pé no chão” que você acredite ser, há muitos anos atrás Deus nos falou que isso aconteceria. não acredita em Deus? ok. mas eu não acredito em nenhuma outra maneira de alguem ter escrito algo tão complexo, tão simples, tão certo, tão louco e simplesmte acertar em tudo.
Deus falou a Malaquias: “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” Ou em Deuteronômio 24:16: “Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.”
Nós temos seguido o caminho errado. Temos morrido pelo nosso pecado, pois nossos olhos estão voltados para o nosso próprio umbigo.
Mas Deus ainda nos dá uma chance: “Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.” Salmos 34:15
Sabe, eu poderia continuar escrevendo poemas, músicas e sonhos, seguindo a linha de tudo o que eu tenho feito. Mas isso é ficar calada, e eu não fico. Até quando nos calaremos? Outras Isabelas virão e onde estará o homem diante disso?
Nosso futuro está sendo jogado pela janela do 6º andar.
Isto é deprimente…
“Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte;” Salmos 13:3
Deus te abençoe.