Criativando

14 05 2008

 

Escorrer-se no espaço

Espalhando-se em ponto

Concentração

Inova-se. Criação

 

Subcolores de um arco-íris

No ar

A divisão do átomo

Crescendo em ato

A hemorragia do abstrato

 

[c.soares]

 

 

 

Na verdade, a professora perguntou: o que é criatividade?

Por um momento, pensei em entregar o papel em branco: E cabe?

 

( … )




agora sim

6 05 2008

ontem eu estava forçando tico-e-teco…

eu finalmente fui procurar o significado dos meus dois nomes. ultimamente só tenho usado o segundo, embora as pessoas não saibam de tal preferência. mas ainda não tinha percebido que não sabia o que o mesmo significava. foi então que vi. os significados se completavam. como?

de repente meus nomes falavam de mim, quem eu sou, o que eu realmente quero ser, sem eu mesma saber que o meus nomes me diziam.  e aí me veio… eu faço meu nome ou meu nome me faz?

quem escolhe nossos nomes? quem constrói seu significado? ou o significado é construído?

admito que não é um dos melhores textos. mas sim algo que não tem saído da minha cabeça.

pra mim destino nao existe, nem acasos. tudo é controlado por um “ser maior” (como dizem por aí). Deus.

e aí? que contas?

 

 




nomes

5 05 2008

Faz tanto tempo que não escrevo que, juro, quase esqueci o nome do meu recanto…

todo o empencilho tem sido devido às más horas de inspiração. resultado: computador ocupado! e, em meros 3s, tudo desaparece da cabeça e sabe-se lá se volta de novo. 

há certas coisas que eu realmente agradeço por não voltarem mais, como o assunto do último texto. tristeza demais junta. outras, lamento. Foram…

Mas o que foi realmente? o pensamento ou os episódios … ?

acho que os espisódios sempre ficam, principalmente se forem ruins (deplorável), mas o pensamento, uma vez chegado, transforme-o. letras, musicas, palavras, notas, sons. talvez não volte mais. 

mas e as pessoas e o momento? não passam?

passam, realmente passam.

passam e criam raízes. portanto, ficam.

o pensamento não tem raizes, tem flashes, curtos. tem espasmos, respirações ou até sua ausência. mas depois o fôlego volta e o pensamento foi.

foi pra onde? AH! volta!!

eu digo. comigo é sempre assim.

 

pensamentos passam, episódios ficam, na memória.

 

[débora cristina]




de todo mundo, do mundo todo

21 04 2008

nos últimos dias eu tenho perguntado o que tem acontecido com o mundo, com a tv, com a gente. é notória a euforia causada com a morte da pequena garota na cidade de São Paulo, mas, não querendo diminuir a dor de ninguém, quantas isabellas nós não temos visto hoje ?  isabellas, julianas, felipes, tiagos, luanas. o que nós estamos fazendo com o nosso futuro ?

abrimos revistas, entramos na internet, assistimos jornais e nossas crianças têm sofrido, têm sido abusadas, violentadas, assassinadas… a que ponto chegamos? que mundo é esse que machucamos e ferimos quem nos ama, quem nós ‘amamos’ e que ainda são incapazes de se defender?

as pessoas têm falado em evolução, em tecnologia, em robôs, em TVs de plasma, em carros à energia solar ao mesmo tempo que matam seus filhos. e matar não se restringe apenas a tirar a vida. ou que tipo de vida você acha que terão os filhos que viram a violência contra a irmã? ou que tipo de vida terá futuramete uma criança estuprada, assediada? eu garanto que não serão normais por um bom tempo, devido à “falta de normalidade” de seus pais, dos seus exemplos de vida.  

nosso mundo tem se acabado, nós estamos nos acabando. e eu ainda te digo, por mais cético que você possa ser, por mais “pé no chão” que você acredite ser, há muitos anos atrás Deus nos falou que isso aconteceria. não acredita em Deus? ok. mas eu não acredito em nenhuma outra maneira de alguem ter escrito algo tão complexo, tão simples, tão certo, tão louco e simplesmte acertar em tudo.

Deus falou a Malaquias: “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.”  Ou em Deuteronômio 24:16: “Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.”

Nós temos seguido o caminho errado. Temos morrido pelo nosso pecado, pois nossos olhos estão voltados para o nosso próprio umbigo.

Mas Deus ainda nos dá uma chance: “Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.” Salmos 34:15

Sabe, eu poderia continuar escrevendo poemas, músicas e sonhos, seguindo a linha de tudo o que eu tenho feito. Mas isso é ficar calada, e eu não fico. Até quando nos calaremos? Outras Isabelas virão e onde estará o homem diante disso?

Nosso futuro está sendo jogado pela janela do 6º andar.

Isto é deprimente…

“Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte;” Salmos 13:3

 

Deus te abençoe.

 




corre!

16 04 2008

Às vezes eu fico pensando se esse curso de Psicologia me endoida ou se abre meus olhos. É tanta doença, é tanta neura… Como eu ja disse antes, ninguém de perto é normal e, lendo esses textos eu acho que a pessoa “menos normal” do mundo seria exatamente eu!

É normal eu me identificar com quadros de histeria, neurose e psicose? É lícito eu falar isso aqui? E se alguém ler? Vão me trazer aquela camisa branca? Socorro.

Pronto. Parei.

e aí? como vai a vida?

a minha? acho que pirou.

 

 




orgulho

14 04 2008

Transpassar o vazio

cheio de carne

atravessar a parede de vento

cheio de sentimentos

círculo a formar

ciclo a quebrar

quando o de fora entra

e os tijolos fecham

enchendo o vácuo

de podridão

caiado

 

Deixar o martelo bater

e o cinza a romper

a molécula entrar

o rio formar

o vazio encher

e vazio a tornar

Transpassar o vazio

e no outro lado chegar .

 

 

[cristina soares]




libertando a pele

11 04 2008

stop na áfrica do sul . stop ?

 

Quero fazer. Isso! Quero fazer… pronto.
Quero fazer, passar, mas … não sei fazer mais, porque não tenho feito! …
Tô voando baixo, quase pousando, mas querendo voar.
Quer me ser. Quero abrir os braços…
Então só me resta…

Tenho que escrever
Não sei se a palavra é pra mim
Se não, já foi
Impulsionou
e começou
Quero ser parte e quero dar
mas é difícil dar
quando não se tem
Eu quero ser
mas quando eu sou
deixo de ser
pois fora já estou
e parei de dar
Então…. tenho que…
mudar quem sou??
Não! Porque senão
deixo de ser!
Quero ser e voar
mas em que parte estou?
Exposição
Sempre houve
até demais
O problema é
quando as asas fecham após expor
e o muro aparece
Ser quem sou
mas eu sou?
Onde vou?
Abrir, correr, musicar, mexer
Amar?
É. amar o verbo
E não o ser? Não o meu
O outro
Mas sem o outro
metade falta
“Cantar pra expressar o que sinto”
Vem, Deus
e canta meu canto pra mim
Vem encher o tronco
e revitalizar as folhas
Abrir os braços
e ventar os sonhos
libertar a pele
Sem Ti, não sou

[cristina em 23/09/2007]




pétala

9 04 2008

‘bem-me-quer, mal-me-quer…’

 

são as pétalas. parte de um todo. parte do corpo.

por mais belas que sejam, sozinhas, nada são.

mas são parte, partes dividas de um todo.

quando as partes não se encontram ou se perdem pelo caminho, o todo se desfaz.

o todo sente parte.

mas como achar as partes, juntas num só todo-completo?

e se uma pétala for rosa e a outra verde ?

como virar todo?

‘… ame o próximo como a ti mesmo.’

e juntos serão parte.

as pétalas da flor.

 

para ouvidos, Djavan com suas pétalas.

 




folhas e notas

8 04 2008

A beleza do teu amor

 

Me envolve e me levanta

Tua criatividade

Faz em mim uma aliança

 

De correr, ventar, amar

Tua vida em mim brilhar

Romper, invadir, levar

E com uma nota a Ti louvar

 

Vem passar, encher, entoar

Quero cantar as Tuas notas

A clave começar

E voar sem o fim chegar

[arranjo e caligrafia: Dele]




Desculpe, não posso mais encontrar-me assim, contigo.

8 04 2008

Não me leve a mal, acredite - este é um caso legítimo de preservação - é que ao teu lado me são roubadas as melhores identidades. Veja bem, não as evoluídas em relação a outras, só aquelas que mais visto pra sentir-me assim tão: eu. E o que tens com elas? Explico: houve um tempo, que passado nunca se apagou por não ter o poder de fazer inexistir a si, eu senti demais; fundo e com a exata imensurável intensidade que a expansão ultrapassou os limites do estômago. Ocupou todo corpo e transbordou o que não era sentir. Era você pelos olhos, boca e cada poro - verteu - me encharcou e vestiu.

Deixe-me elucidar que isto não foi um tornar-me a sua imagem e semelhança, nossos gostos e temperamentos antes já se equivaliam em tendência. O que a mim se apresentou com mais força que em qualquer momento anterior da vida (a minha) foi - alteridade - àquela altura não havia o nome, só o *outro* em-contra mim. Enfin, um fato que provou com muitas das tuas (as tuas) facetas, a minha existência. E o que pretendo no anunciado afastamento é perder o essencial? Pelo contrário, repito, trata-se de preservação. Porque a descoberta se deu na experiência, não em seu contínuo morno e insípido que resultou confuso numa descontinuidade. Essa que sussurra contida em cada um de nossos raros encontros em tom de desdém “seu outro era sonho”.

Então estou nua, não da nudez que lhe deixa aos olhos o essencial. Sou toda transparência e ninguém me vê, nem eu. Desculpe, não posso mais encontrar-me assim, contigo.

[por suzana . /tangereene ]