adj. 2 gén.,
que não pode ser mudado;
inalterável.
s. f.,
qualidade do que é imutável.
Esquisito isso. imutabilidade? isso ainda existe? Bom, descartando, no bom sentido, o Criador de todas as coisas, acho que a imutabilidade ficou no passado. Trocadilhos à parte.
”Tudo flui, tudo passa, tudo move sem cessar. A vida transforma-se em morte, a morte em vida; o úmido seca, o seco umidece; a noite torna-se dia, o dia torna-se noite; a vigília cede ao sono, o sono cede à vigília; o jovem torna-se velho, o velho se faz criança. O mundo é um perpétuo renascer e morrer, rejuvenescer e envelhecer. Nada permanece idêntico à si mesmo. (…) a essência verdadeira está na transformação”
Por mais filosófico que seja, como isso se torna nossa realidade? Somos/estamos em transformação? E que tipo de transformação é essa? Pra melhor?
É dificil avaliar. O mundo tem mudado, as pessoas têm mudado. Mas que beneficio isso tem trazido?
Geralmente acredito que temos mudado pra pior. Eu tenho esquecido das coisas boas que tenho, que vivi, apenas focada em meu presente. Esqueci que eu ria mais, que eu escrevia mais, que eu me emocionava mais.
Mudar é bom e eu mudei, mas tenho vivido?
Deu uma saudade do violão. Saudade de cordas e dedos que há tempos não se encontram e criam.
Saudade das besteiras.
Por que a gente cresce, meu Deus? Porque nossas crianças tem acreditado que crescer é liberdade?
A nossa liberdade é o agora. É hoje. E hoje não volta.
Texto confuso, eu sei. mas é que eu escrevo pra a confusão passar.
Quero voltar a ser bonita, risonha e bisonha.
”Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. ” [Heráclito]

Feliz NATAL! =)
Algumas certezas ficam perdidas no caminho. E fazem tanta falta. Tanta que parece que não somos mais os mesmos sem elas. Ou pior: que não somos mais quem deveríamos ser. A gente continua andando, vivendo, mas de vez em quando dá uma espiada pra trás, procurando. Tentando encontrar uma certeza perdida, um estado de mente e alma, sonhos e planos, amigos novos e ainda por fazer, experiências que teríamos vivido. Que fazem tanta falta. Será que, na verdade, fomos nós que ficamos perdidos no caminho?