a primeira pessoa do singular

 

 mais uma vez eu volto.

volto porque as notas não acabam e o chão está coberto de verdes velhos. senti a vontade de abrir espaço e ver a cor da terra que está por baixo.

os últimos dias se passaram sem que eu pudesse sentir, sequer ver.

faíscas, fogo e dor,  que indiretamente encontraram um novo alvo.

senti, vivi. mas estou aqui. de volta.

pedra forte e ancoradoura.

mudei a direção. renasci e revivo. e isto é sempre preciso.

a renovação é necessária. novos olhares, novos suspiros, novos objetivos. e cá estou.

peço licença pra voltar e ser quem sou.

fechar os olhos, deixar o ar entrar e soprar as árvores, meu verde me conduz.

sou criatura nova, asas, sal e luz.

[c.soares]

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